quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Ele.

Ele vai me ensinar matemática, me explicar a verdade por trás das frações, ou por trás de seu encantador olhar, que me apaixonou. Ele vai conhecer minha família, e adorar a comida da minha mãe. Veremos filmes na sala da minha casa, e minha mãe virá ver junto conosco, seremos unidos.
Ele vai me esperar em toda troca de aula, e perguntar como estou  me sentido, se preciso de algo além de sua presença, seu beijo.
Eu conhecerei sua família, brincarei com sua irmãzinha, e ele jogará vídeo game com meu irmão. Nós iremos observar o céu da noite, contando as estrelas e comparando-as aos nossos olhares, enquanto tomamos um milk shake de morango. Ele não me achará diferente, ele entendera que eu prefiro morango á chocolate, Internet á balada; ele rirá das besteiras que eu falo, e será sempre sincero e fiel. Algumas vezes iremos brigar, e ele aparecerá na porta da minha casa com flores e bombons - de morango - e eu lhe perdoarei. Ou ele fará uma serenata, cantando alguma melodia do filme 500 dias com ela.
 Vamos fazer um bolo de morango, e ele me sujará com farinha, e eu passarei ovo no seu cabelo. Em dias de verão, brincaremos de mangueira e cairemos na grama, rindo e se beijando.
Ele elogiará meu beijo, cheiro e minha alma. Olhará para meu interior se orgulhará de mim. Ele irá fazer eu perder meus medos: De escuro, de errar, de altura. Ele não irá me transformar, ele irá fazer com que eu me torne uma pessoa melhor. 
Ele existe?




 

domingo, 28 de novembro de 2010

Ok


Realmente, me sinto após um banho frio em em dia de sol ardente. É como se um peso que machucava-me, subitamente desaparecesse.
Não sentir o coração disparando ao ver sua foto subindo na janela do MSN,  não sentir dor no estomogo ao ver um mero sorriso seu, não pensar em você á cada segundo do dia, não pensar como será nossa filha e nem se preocupada prematuramente com seu nome.
Você me fez morrer, me humilhou e me pisou, mas voltei encantadoramente  para uma breve e grandiosa vingança.
Só de te ver sozinho ao meio da multidão, sem direção ou bifurcação, completamente sem rumo, é um prazer.
Deixei a faca escorregar da minha mão, e acidentalmente fiz sangrar seu coração. Ok, agora vou parar de beber seu veneno, se engasgue com ele.
Oh que meigo. Assim como você era comigo.
Ok, isso é apenas sangue, que escorre do seu peito, lentamente. Estou insensível demais para sentir.
Sentir você, suas lágrimas ou sua solidão.
Eu era encantadora, fazia seus sonhos se tornar realidade.
Hoje sou justa, realizo seus pesadelos.

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Algo está errado.

Como ela consegue ser tão bela? Como ela consegue ser tão sonhadora e eu, tão clichê? Como uma garota como ela poderia tornar a se apaixonar por alguém como eu?
Lá esta Elizabeth outra vez, conversando animada com seus amigos. Quem lhe vê tão despreocupada, rindo, com seus cabelos desarrumados e pouca maquiagem, nem acredita o quão divina ela é por dentro, o quão ela me ajudou, me afagou, me acolheu, e eu a recusei por tanto tempo.
Lá está Elizabeth com seus amigos, quem á vê, a acha uma garota completa e realizada, mas só eu sei o vazio que ela esconde em sua sombra, a solidão que ela carrega por baixo de seus volumosos cachos vermelhos como o fogo, a abstinencia que ela solta em cada lagrima á noite. Alias, nem eu sei, apenas sinto isso.
Todos á invejam internamente, uma garota tão bela e culta, mas tão aberta e extrovertida. Como ela se apaixonou por mim? Tão vazio, sem sonhos e sem foco.
Nunca mais ouvi suas palavras dirigidas á mim, apenas de Clarice, uma tola amiga dela que eu uso para enciumá-la, infelizmente é em vão, Elizabeth e seus cachos de fogo sempre estão focado em livros ou em pessoas que lhe dê valor.
Mas, ás vezes seus olhos não consegue ser controlados e eles fogem da ordem de pensamento dela, e me fitam rapidamente. Já peguei seus imensos olhos negros me fitando disfarçadamente, havia desejo neles, saudade, abstinência. Oh querida, no meu coração há mais dor ainda, mas como dói essa ferida que nós fizemos um no outro!
-Theodoro, o que está havendo? - Sua mão clara e delicada puxa-me, sinto a maciez de sua mão, e o aveludado em sua voz, sua face é braba e com as pestanas enfurecidas, nunca sei como reagir perante tamanha beleza interna e externa.
-O que foi, garota? - Não posso distrair-me com seus olhos vibrantes e negros, luminosos como um sol. Tenho que mostrar orgulho, tenho que mostrar-me superior, porque, eu, não sei, eu...
-Não me trate assim, não fiz nada á você. - e ela virou-se.
Peguei com mais força do que o necessário em seu braço, puxei-a e fitei-a.
-Desculpe-me, sim?
-Theodoro, você acha que sou alguma espécie de idiota? Você acha que pode se enganar e me enganar para o resto da vida? Se você tem medo de perder sua dignidade eu lamento, mas você não pode negar, eu lhe peguei me fitando varias vezes, insistindo por um olhar de retribuição, algo que você não terá enquanto eu não souber seu objetivo.
Ela enfurecida era a beleza mais rara do mundo, ela sempre cruzava os braços ou colocava uma de sus mãos na cintura, olhando-me como no começo da nossa antiga historia de amor. Seus olhos ficam intensos e raivosos, mas sua face impede qualquer manifestamento de revolta, ela é tão bela que engana á si própria tentando transparecer raiva.
Continuemos o teatro,
-Que olhar? Agora é proibido te olhar? Não posso te olhar?
Ela levanta os olhos e suspira de um jeito inigualável, só ela sabe como fazer-me apaixonar.
-Não, me olhe á vontade, mas convenhamos, quem olha quer algo, você tem de ter algum motivo para passar tanto tempo me fitando.
Que olhos.
-Não te olhei!
-Não minta para si mesmo.
Que cabelos ardentes.
-Não estou mentindo.
Que boca.
-Está! - Sua boca formou-se inconscientemente um biquinho de raiva, e seu olhar fechou-se para mim, mas ainda continuavam brilhantes e intensos.
-Não minto, como você faz, sua falsa.
Toda sua linda face formada por raiva desmontou-se para um olhar perplexo e meia boca aberta, com indignação ela virou-se rapidamente e deu vida ao fogo em seus cabelos, seus cachos que brincavam entre o contorno de sua cintura agora se afastavam de mim, mais uma vez.
Clarice veio alegremente enroscar seus braços em meus ombros, e tascou-me um beijo, no qual, eu retribui.
Foi em vão, Elizabeth estava longe.
Ela não se virou nem por piedade para olhar-me tristemente, ela apenas se foi, misturando-se na multidão de pessoas.
Só conseguia ver seus cabelos de fogos indo cada vez mais longe de mim, enquanto os lábios de sua amiga aproximava-se dos meus.
Algo está errado.


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sábado, 30 de outubro de 2010

Trigo.

O trigo já se secou sob o intenso sol de verão, quando eu corro entre eles é possível ouvi-los ruidosamente quebrar-se.
O vento rápido e brusco brinca nas mechas do meu cabelo, fazendo-o voar delicadamente na direção oposta ao meu rosto, contornando minha face.
O vento brusco fez-me, sem querer, derramar á frente dele uma lágrima dolorida de despedida, que eu guardava por longos meses dentro dos meus olhos, que agora relatam sua covarde desistência.
A lagrima molhou o trigo seco.
Ele não se importou, seu escárnio típico permanecia á me fitar com desdém.
Olhando sua partida me sinto em casa, uma cena que eu já presumia e me preparava.
A esperança morreu.
De tantas lembranças, beijos e sonhos, a minha ultima lembrança será do trigo.
O som ensurdecedor que ele fazia ao caminhar em direção oposta á mim, pisando e quebrando os trigos e meu coração.


Não sou uma mulher inteligente.

Mais uma vez aqueles olhos castanhos estão me fitando graciosamente, sem perder o foco, viro-me para mexer no meu café, escondendo um sorriso gracioso na face para não fazê-lo se encorajar.
Aquelas pestanas escuras e marcantes escondem aqueles olhos castanhos sob a luz da fria lua, e cor-de-mel perante o intenso sol.
Sua fragrância é sentida á quilômetros de distancia á mim, de tão forte que está nossa sintonia, posso sentir seu coração radicalmente bater.
Levanto-me rapidamente, sem intenção de encará-lo mais ainda, ele já me machucou uma vez, não posso deixá-lo machucar-me magoar-me novamente (seria um desperdício com meus livro de auto-ajuda para fins de relacionamentos). Admito, não tenho coragem para encará-lo, muito menos para entrar em um flerte.
"Oh" é o que eu digo, quando percebo que derramei meu café adoçado sob meu vestido de bolinhas verdes e agora, marrons. Juntamente sujando o chão e corando minha face.
Oh não, ele se aproxima.
Oh não, não, ele está sorrindo.
É pior do que eu poderia ter pensado.
- Você nunca perdera seu jeito atrapalhado de ser - suas mãos me tocando causou-me um tremendo pavor, como se essa fosse a pior picada para o mais poderoso veneno: amá-lo.
Sorrio apavorada.
- Sorte que seu anjo sempre estará aqui para salvá-la.- ele sorri heroicamente.
Cafona. Mas que homem cafona mais belo, e que olhos castanhos brilhantes! Não, não, lembre-se dos livros de auto-ajuda. "As mulheres inteligente não permitem que os homens brinquem com o seu coração"
Ele me fita.
Não posso resistir àqueles olhos castanhos, aquele sorriso enorme e convidativo.
-Obrigada.- Digo encantada.
Não sua tola! Não se encante, lembre-se dos livros! Livros!
Sinto seu cheiro, ele penetra-se em mim, desperta-me lembranças do passado, beijos, doces, quanto amor.
-Theodoro, por favor. - e afasto suas mãos de mim.
- Sempre achei que você ficava linda nesse vestido.
-Obrigada. -encanto-me.
-Mais linda do que é, o que quase se torna impossível.
Abaixo os olhos por uma segundo, derrotada, as lágrimas podiam ser sentidas na minha íris, e lhe sussurrei:
-Sinto sua falta.
-Eu também.- Sua mão quente afagou a minha, ele levantou-se e piscou para mim. E foi embora.
Fito-o virando-se e saindo da cafetaria, seus cachos ainda são negros como a noite, medianos e belos.
E em apenas uma fração de segundo que eu pisquei, lá estava ela: loira, magra e bela, Clarice.
Ele lhe beija os lábios e segue seu caminho de mãos dadas com ela, sorrindo como se nada houvesse acontecido.
Não sou uma mulher inteligente.





Eu realmente li esse livro e agora ele não sai dos meus pensamentos: Os segredo das mulheres inteligentes - Steven Carter & Julia Sokol.

domingo, 17 de outubro de 2010

Transpareço

É tão triste não ter seus lábios junto aos meus, agora, há um cigarro substituindo-o. Ele é como você: uma substancia tóxica á mim.
Perdendo você de vista, em meio á neblina de fumaça que eu solto.
Sinto falta da minha mão acariciando sua pele macia, indo calmamente ao seu pescoço nu, até uma rápida corrida percorrendo suas largas costas; há uma taça substituindo-o. Estou tomando cada gole de uísque, esperando o fim da minha dor.
“Um brinde à falsidade que é o amor, ao vento, que sabe quão gelada estavam as gotas de álcool que descem pela minha garganta”.
Transpareço claramente o que sinto, meu esmalte preto escondem unhas roídas por ansiedade, por ver apenas um de seus falsos sorrisos.
Meu delineador marca bem meus olhos, por onde lagrimas caíram.
A única coisa que sou incapaz de mudar é meu coração, que ainda doi por você.

  I miss you.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

You love me.

Houve uma época que eu realmente acreditei que você me amava de verdade, que você escondia algo dentro de ti que eu conseguia ler em seus olhos, essa época é hoje.
Sei que você me ama, que sente a mesma intensidade de abstinência que eu, pois eu sempre estarei no fundo da sua mente, por mais que você se intoxique engolindo seu veneno e se divirta com ela, ela nunca conhecera sua historia, ela nunca saberá qual é seu sonho, que você sente falta do seu avô que morreu á um ano, que você escuta sertanejo, que você não sabe qual carreira seguir, que você já brigou por sua mãe, que você joga futebol ás quartas-feiras e não se importa de acordar de manhã, embora você seja mau-humorado com sono.
Você não sabe qual é a intenção dela, não sabe qual é o sonho dela, não a conhece como me conhecia, não sabe qual é a maior decepção dela, não sabe de que ela se envergonha e se suas bochechas coram, não conhece o significado de cada olhar dela.
Sei que isso é orgulho, sei que você é imaturo demais para ter uma relação tão intensa quanto eu mereço e lhe dei.
Olhe para os seios dela, se divirta agarrando suas pernas, balançando sua cintura, beijando seu pescoço e mordendo-a. Divirta-se a beijando escondido, divirta-se a beijando na minha frente, acariciando-a na minha frente, divirta-se enquanto tudo isso é uma ilusão e você está ingenuamente acreditando que sua vida será para sempre tão divertida e bacana.
Um dia você estará em casa e não terá nenhuma carta de amor para ler e relembrar dela, um dia você estará triste e não terá liberdade para desabafar com ela, um dia você precisara de um abraço caridoso ao invés de um beijo ardente e excitante, um dia você vai querer a opinião de qual faculdade cursar, e ela não te ajudará, pois ela não te conhece; um dia você estará se sentindo sozinho e ela não ira te preencher, pois o amor de vocês não é real. Um dia você precisara de alguém que te ame de verdade, mas será tarde, e eu não estarei lá.

I ♥ G

Musica ( agradeço á força que ela me deu): Kellie Pickler -  Best Days Of Your Life 

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Você foi embora.

Tudo que queria fazer, eu fiz.
Todos os planos que planejei, se concretizou.
Tudo que eu esperava aconteceu.
Então por que me sinto nessa abstinência absurda e nessa solidão incompreensível?
Me sinto assim pois tudo foi muito rápido e apressado, da mesma forma que eu quis que acontecesse antes da hora,  acabou-se tudo antes da hora. Talvez esse seja um castigo proposital que a vida me propôs por eu ser muito ansiosa e aprender á me controlar.
Sempre quis seu abraço e ouvir da sua boca um “eu te amo” dirigido para mim, o que aconteceu.
Sempre quis sentir seu cheiro e fazer com que ele se penetrasse em minha roupa, o que aconteceu.
Sempre quis poder desabafar com você toda minha raiva e ser totalmente sincera com você, mesmo que isso precisasse de um belo drama mexicano, o que aconteceu.
E a ultima coisa que eu quis muito é que você tivesse a consciência d a dor profunda que você me causou, sempre quis que você me visse chorando e então se desculpasse comigo, me abraçasse forte e me beijaria da forma mais carinhosa existente, como se fosse o nosso ultimo beijo, e então você secaria as lágrimas que sairiam incontrolavelmente dos meus olhos e diria que nunca mais vai me deixar chorar, nem por você e nem por ninguém, pois você iria cuidar de mim eternamente, e você não iria me ver chorando e ir embora, seguindo seu caminho como se o que aconteceu não tivesse ferido você.
O que não aconteceu. Você foi embora.

19:08        18/09/10      ouvindo: I don’t Love you – my chemical romance.


ps. escrevi esse texto em 18/09, porém, hoje eu odeio o destinario dessa carta que eu nunca entregarei.

domingo, 3 de outubro de 2010

3 semanas,

Estou orgulhosa de mim.
Há 3 semanas eu cresci mentalmente de uma forma tão instantanea que realmente, me assustou.
Minha obcessão por amor se esgotou, a vontade louca de ter um labio para beijar,  um olhar para fitar, basicamente me abandonou.
Em 3 semanas vi o quanto admiro o PC Siqueira, o tanto que amo o estilo da Hayley Williams, em 3 semanas cortei o cabelo em casa escondido, briguei com varias garotas, descobri que amo tomar café, porém não sei tomar sem queimar a língua; descobri que suéter é a peça mais elegante do inverno (tirando o sobretudo), me reformei.
Em 3 semanas, esqueçi qual era seu cheiro, a cor exata dos seus olhos, a gravidade em que me encontrava ao te beijar, do seu filme favorito, dos seus sonhos, do seu gosto.
Veja só, pareçe que o mundo deu sua merecida volta, e quem está com um enorme sorriso na face sou eu, vendo você se intoxicando com suas vadias e perdendo sua identidade nas suas repugnantes mentiras. É você que me olha tão intensamente amargurado com uma ponta de lástima em seus falsos sorrisos.
Por fim, você que sempre odiou meu jeito meigo e inocente, conseguiu me transformar num ser independente, objetivo, calculista, e assim eu conseguiu acabar com seu fim de dignidade em alguns dias, ofendendo seu pensamento dominador, achando que eu me arrastejava aos seus pés.
Namorado que já foi meu, hoje pode ser de quem  quiser, já foi toalha do meu rosto, porém hoje é tapete do meu pé.
Agradecida, G.

sábado, 18 de setembro de 2010

Cartas que nunca vou entregar,

Hoje estou enxergando o dia mais nublado, sem esperança de que exista um sol por cima dessa fumaça e dor toda.

Hoje sinto uma estaca presa em meio do meu coração, sangrando e sangrando.

Qualquer um pode ver a raiva, escárnio e desilusão estampado em meus olhos, refletido nas minhas lagrimas amargas como você.

Meu coração foi atingido certeiramente por você, a estaca afiada das palavras que saem da sua boca me acertou ligeiramente, desde então, não posso fechar os olhos que as lagrimas escorrem e volta á minha cabeça as palavras de pura calunia.

Desde então controlo minha palavras para não agredir á mais ninguém com a raiva entorpecente dentro de mim, controlo minhas lagrimas para não dar á você o maravilhoso gosto de vitoria.

Desde então, músicas são minhas únicas companheiras, meu namorado, pelo qual eu propriamente me enamoro e volto á encontrar o amor-próprio perdido em mim e morto por seu escárnio.

Palavras escritas em cartas que nunca darei á você, são minhas caricias e meus beijos. É a forma de demonstrar tudo que sinto por você. O que antes era com amor que eu demonstrava e com escárnio você retribuía.

Desde então, estou procurando á mim mesma dentro de mim.

Procurando minha outra parte perdida pelo mundo.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

te dei meu sangue,

Die Lüge
Fresno

Deixei dinheiro pra me visitar
Te dei meu sangue pra você pintar
A parede da sala de estar
(Mas não tem volta)

Te dei meu tempo pra você usar
Da forma que você bem entender
Mas eu nunca disse meu amor,
Que era de graça.

Tem algo que eu sempre precisei
Secretamente eu requisitei
E até quando eu comecei a gritar
(Você não me ouviu)

E eu me contento com o que sobrou,
Eu como o pão que o diabo amassou
Mas não divido com você,
Nem um segundo do que me resta a viver

Ninguém mais pode me ouvir,
Ninguém mais pode me parar
Chegou a hora de gritar
(wooooah)

Tudo o que eu tinha se acabou
E foi você quem me tomou
Que cara você vai fazer,
Quando a sua casa desabar?

Um dia desses acordei,
Não conseguia respirar
Enquanto não cuspisse
Tudo o que eu tinha pra falar

Na sua frente, na sua cara,
Tudo o que eu sei que você é
O que você esconde atrás
Desse sorriso tonto de quem não sabe como é

Olhar pra frente e ver
Que não dá pra onde ir
E saber que o seu lugar
É muito longe daqui

Meu mundo é muito maior,
Seu mundo é uma mentira
Que você mesmo inventou

Ninguém mais pode me ouvir,
Ninguém mais pode me parar
Chegou a hora de gritar
(wooooah)

Tudo o que eu tinha se acabou
E foi você quem me tomou
Que cara você vai fazer
Quando a sua casa desabar

Mas olha só pra você
Ficou horrível sem mim
Achou que ia arrasar
Mais de mil caras afim

Mas qualquer um pode ver
Que você é de mentira
(Que só eu mesmo acreditei)

domingo, 25 de julho de 2010

Saudades de você

Há tanto tempo não te vejo
Não sinto teus beijos
Tanto te temo quanto te desejo
Você foi o primeiro que fui amar
Em teus braços para me abraçar
Sinto tanta falta...
Das conversas jogadas.
Das risadas,
Das cartas...
Por que você mudou tanto? Por que ainda te amo?
respostas sem sentido, você não é mais meu paraiso, só o proibido.
Tanto você como eu, precisamos de um ao outro, mas vem um desgosto
eu de te amar, e você á mudar, sem eu você ficar...
Não podemos continuar...Sua falta SEMPRE ficará!



esse texto foi escrito por mim há 1 ano, e eu encontrei-o e quis dividi-lo com vocês, meus leitores lindos *-*

O que é real?

O que é real? O que podemos acreditar mutuamente e no que devemos desconfiar temerosamente? Por que quando apaixonadas, cremos que estamos ao lado do homem perfeito, que nos ama, que nos deseja, nós criamos uma ilusão irreal no nosso coração e na nossa razão, e depois PUF! Ele se transforma no pior dos homens, o mais insensivel, mais mau-amado, ele pareçe te odiar, fazer tudo para lhe causar ciume, raiva, dor, desespero. Como em um passe de magica, o amor que você jurava ser o mais real, o mais sincero, mais perfeito, se transforma num poço de dor e tortura.
Quando você olhava nós olhos dele você sentia borboletas no estomago, se sentia levitando de amor, se sentia a pessoa mais especial do mundo ao beija-lo, sentia-se viciada com o cheiro dele, abraçar ele te transportava pro lado bom da vida, a risada dele era capaz de iluminar seu dia.
E como um choque de realidade ele te faz sofrer tanto, ao olhar nos olhos dele voce sente vontade de chorar de dor, se sente a pessoa mais mau-amada do planeta, ao ve-lo com outra garota seu mundo acabava ali, sente crises de abstinência sem o cheiro dele, e nunca mais voce poderá desfrutar de um prazer tão irreal quanto o que ele te fazia sentir.
Enfim, o que é real ?

ouvindo: você vai voltar para mim -nathalia siqueira

sábado, 24 de julho de 2010

Paixão

Por que você fez isso comigo? Por que você jurou algo que não tinha a miníma capacidade de realizar? Como você pode ser tão cruél á ponto de apunhalar meu coração com jorros de estupidez e grosseria? Como eu pude um dia me apaixonar por uma pessoa tão diferente de mim? Teria eu caido na armadilha da paixão? Aquela que nós cega, que insanamente nos deixa?

Eu lhe enxergava tão diferente no primeiro dia, na primeira semana, considerava você um deus, colocava minha vida em jogo por você, você brincava comigo, me elogiava, mordia meu labio, saboareava a emoção de cada momento, me admirava, me fazia tão feliz, eu te elogiava á todos, era invejavél nosso relacionamento.

Mas, meu Deus, o que aconteceu com esse garoto? O que te fez mudar em apenas um mês? Borboletas que viviam no meu estomago foram mortas sem a luz do brilho do seu olhar e foi trancafiada nas trevas das suas palavras que me fez chorar escondida por tanto tempo. Descubri que foi paixão. Eu lhe amei tanto. Mas hoje vejo que estou num poço de ilusão.

Isso dói, isso é apaixão, e imperfeito. Não deveria se comparar: amor com paixão. E sim dividir.

Abro os olhos: você ainda esta em contato com a minha pele, ainda posso sentir seu gosto na minha lingua, posso sentir sua fragancia no ar, e toda sua refrescancia.Podia ver seu malicioso sorriso, a magnitude. Podia ser meu amante, podia ser meu par, podia ser o que quiser. Não sei definir o que é amor, e sim, pois você não foi capaz de me fazer descobrir qual é essa sensação.