sábado, 18 de setembro de 2010

Cartas que nunca vou entregar,

Hoje estou enxergando o dia mais nublado, sem esperança de que exista um sol por cima dessa fumaça e dor toda.

Hoje sinto uma estaca presa em meio do meu coração, sangrando e sangrando.

Qualquer um pode ver a raiva, escárnio e desilusão estampado em meus olhos, refletido nas minhas lagrimas amargas como você.

Meu coração foi atingido certeiramente por você, a estaca afiada das palavras que saem da sua boca me acertou ligeiramente, desde então, não posso fechar os olhos que as lagrimas escorrem e volta á minha cabeça as palavras de pura calunia.

Desde então controlo minha palavras para não agredir á mais ninguém com a raiva entorpecente dentro de mim, controlo minhas lagrimas para não dar á você o maravilhoso gosto de vitoria.

Desde então, músicas são minhas únicas companheiras, meu namorado, pelo qual eu propriamente me enamoro e volto á encontrar o amor-próprio perdido em mim e morto por seu escárnio.

Palavras escritas em cartas que nunca darei á você, são minhas caricias e meus beijos. É a forma de demonstrar tudo que sinto por você. O que antes era com amor que eu demonstrava e com escárnio você retribuía.

Desde então, estou procurando á mim mesma dentro de mim.

Procurando minha outra parte perdida pelo mundo.