sábado, 30 de outubro de 2010

Não sou uma mulher inteligente.

Mais uma vez aqueles olhos castanhos estão me fitando graciosamente, sem perder o foco, viro-me para mexer no meu café, escondendo um sorriso gracioso na face para não fazê-lo se encorajar.
Aquelas pestanas escuras e marcantes escondem aqueles olhos castanhos sob a luz da fria lua, e cor-de-mel perante o intenso sol.
Sua fragrância é sentida á quilômetros de distancia á mim, de tão forte que está nossa sintonia, posso sentir seu coração radicalmente bater.
Levanto-me rapidamente, sem intenção de encará-lo mais ainda, ele já me machucou uma vez, não posso deixá-lo machucar-me magoar-me novamente (seria um desperdício com meus livro de auto-ajuda para fins de relacionamentos). Admito, não tenho coragem para encará-lo, muito menos para entrar em um flerte.
"Oh" é o que eu digo, quando percebo que derramei meu café adoçado sob meu vestido de bolinhas verdes e agora, marrons. Juntamente sujando o chão e corando minha face.
Oh não, ele se aproxima.
Oh não, não, ele está sorrindo.
É pior do que eu poderia ter pensado.
- Você nunca perdera seu jeito atrapalhado de ser - suas mãos me tocando causou-me um tremendo pavor, como se essa fosse a pior picada para o mais poderoso veneno: amá-lo.
Sorrio apavorada.
- Sorte que seu anjo sempre estará aqui para salvá-la.- ele sorri heroicamente.
Cafona. Mas que homem cafona mais belo, e que olhos castanhos brilhantes! Não, não, lembre-se dos livros de auto-ajuda. "As mulheres inteligente não permitem que os homens brinquem com o seu coração"
Ele me fita.
Não posso resistir àqueles olhos castanhos, aquele sorriso enorme e convidativo.
-Obrigada.- Digo encantada.
Não sua tola! Não se encante, lembre-se dos livros! Livros!
Sinto seu cheiro, ele penetra-se em mim, desperta-me lembranças do passado, beijos, doces, quanto amor.
-Theodoro, por favor. - e afasto suas mãos de mim.
- Sempre achei que você ficava linda nesse vestido.
-Obrigada. -encanto-me.
-Mais linda do que é, o que quase se torna impossível.
Abaixo os olhos por uma segundo, derrotada, as lágrimas podiam ser sentidas na minha íris, e lhe sussurrei:
-Sinto sua falta.
-Eu também.- Sua mão quente afagou a minha, ele levantou-se e piscou para mim. E foi embora.
Fito-o virando-se e saindo da cafetaria, seus cachos ainda são negros como a noite, medianos e belos.
E em apenas uma fração de segundo que eu pisquei, lá estava ela: loira, magra e bela, Clarice.
Ele lhe beija os lábios e segue seu caminho de mãos dadas com ela, sorrindo como se nada houvesse acontecido.
Não sou uma mulher inteligente.





Eu realmente li esse livro e agora ele não sai dos meus pensamentos: Os segredo das mulheres inteligentes - Steven Carter & Julia Sokol.

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