segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Você foi embora.

Tudo que queria fazer, eu fiz.
Todos os planos que planejei, se concretizou.
Tudo que eu esperava aconteceu.
Então por que me sinto nessa abstinência absurda e nessa solidão incompreensível?
Me sinto assim pois tudo foi muito rápido e apressado, da mesma forma que eu quis que acontecesse antes da hora,  acabou-se tudo antes da hora. Talvez esse seja um castigo proposital que a vida me propôs por eu ser muito ansiosa e aprender á me controlar.
Sempre quis seu abraço e ouvir da sua boca um “eu te amo” dirigido para mim, o que aconteceu.
Sempre quis sentir seu cheiro e fazer com que ele se penetrasse em minha roupa, o que aconteceu.
Sempre quis poder desabafar com você toda minha raiva e ser totalmente sincera com você, mesmo que isso precisasse de um belo drama mexicano, o que aconteceu.
E a ultima coisa que eu quis muito é que você tivesse a consciência d a dor profunda que você me causou, sempre quis que você me visse chorando e então se desculpasse comigo, me abraçasse forte e me beijaria da forma mais carinhosa existente, como se fosse o nosso ultimo beijo, e então você secaria as lágrimas que sairiam incontrolavelmente dos meus olhos e diria que nunca mais vai me deixar chorar, nem por você e nem por ninguém, pois você iria cuidar de mim eternamente, e você não iria me ver chorando e ir embora, seguindo seu caminho como se o que aconteceu não tivesse ferido você.
O que não aconteceu. Você foi embora.

19:08        18/09/10      ouvindo: I don’t Love you – my chemical romance.


ps. escrevi esse texto em 18/09, porém, hoje eu odeio o destinario dessa carta que eu nunca entregarei.

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