segunda-feira, 30 de maio de 2011

Batimento cardíaco

Eu realmente pensei que ele não ia gostar da minha chata mania de falar irritada, ou então da mania idiota de mexer os pés e as mãos. Ele gosta da minha mão. Eu sempre digo “minha mão parece um pão”, mas parece que ele gosta de pão. 
A pele dele é branca, e  entre essa grande clareza, tem pedaços perdidos de barba mal-feita. Sua boca rosada esconde o sorriso mais bonito que já vi na vida -junto a uma fileira de pequenos dentes que formam o sorriso mais encantador do universo-. Seu cabelo é formado por cachos negros tão bonitos. E seu pescoço branco fica avermelhado depois de um dia de beijos.
                                                      *
Sentada naquele sofá, sentindo seu corpo quente -quente mesmo- em cima de mim, com seu o rosto apoiado no meu pescoço, com minhas mãos passeando e enrolando seus cachos, e com seus beijos percorrendo meu pescoço inteiro, e sua voz cantando e beijando no meu ouvido, sentada naquele sofá, soube, conclui: É você. Você é meu outro pedaço, meu encaixe perfeito. Conclui que sua pele tão quente contrasta perfeitamente com o gelado dos meus labios. Conclui tambem, que o seu cheiro causa efeitos colaterais em mim: Tenho abstinencia do seu cheiro, suspiro involuntariamente, meu coração bate muito acelerado, e não consigo parar de sorrir. Sim, já fui no médico, ele disse que é amor.
Juro que não ouvi a maioria das coisas que você disse. Me desculpe, mas foi inevitavél. Com os meus braços enroscado no teu corpo, fiquei fitando, hipnotizada, seu olhar. Seus olhos tão delicados, cilios grandes moldando um olhar meigo, um olhar castanho-mel. Seus olhos fitavam minha boca, enquanto eu falava sem parar -maioria coisas bobas- você observava -desejava, beijava- minha boca.
Sua risada. A cada beijo falho, nós soltavamos a risada mais embalante do mundo. Seus beijos, os beijos mais apaixonados, mais belos, mais desejaveis, mais amaveis do mundo. Começava com um bote: era só eu olhar para cima, para procurar nosso reflexo no espelho do teto, e você rapidamente colocava os labios quentes no meu pescoço frio. E então, seus lábios subiam meu pescoço, percorria o trajeto pescoço-orelha-cabelo, e em seguida você suspirava baixinho -e apaixonante- no meu ouvido, o que me fazia suspirar tambem, e terminava com um abraço forte, um abraço cheio de suspiros, um abraço que esperavamos por tanto tempo, tantos dias, tanta semanas.
Eu te encarava, você me encarava. Seu cheiro me convidava, chamava (gritava,implorava) para eu te beijar a boca, o pescoço, o cabelo. Eu olhava teus olhos, acompanhando seu olhar. Você olhava minha boca, acompanhando minha fala. Desculpe, mas perdi a brincadeira. Você perdeu a brincadeira. Te beijo, você me beija. Erramos o beijo. Rimos. Repetimos.
Abraçados, fingimos estar olhando uma exposição de desenhos ridiculos. Com você do meu lado, perco noção de espaço, de ar, de chão. Não conseguia me concentrar em desenhos, em exposição ou em qualquer coisa no mundo, enquanto você estava do meu lado, se encaixando perfeitamente nos meus braços. Eu só conseguia me concentrar na tua fala mansa, no seu olhar meigo, nos seus cachos negros, no seu cheiro desejável, em você. E então, em um abraço com meu corpo colado no seu, sinto seu coração batendo -tum tum, tum tum- e não hesito em colocar a mão sobre teu peito, e sentir mais precisamente cada batida. Tua vida estava nas minhas mãos. Com a mão no teu peito, deito minha cabeça no seu ombro, cheiro teu pescoço, e o beijo. Beijo teu pescoço, mordo tua bochecha, e suspiro um “eu te amo” no seu ouvido. E então, só me lembro que minha mão estava no seu peito, porque senti seus batimentos cardiacos se acelerarem bruscamente. E você disse "daqui a pouco vou ter um ataque cardíaco".
Meu coração tambem bateu bruscamente, alias, ele se acelera sempre que estou com você. 
Tum tum, tum tum. 
Meu coração está batendo, está batendo por você.
Tum tum, eu te amo.

sábado, 21 de maio de 2011

Elevado ao infinito.

Eu iria dormir ouvindo o som da sua risada antes de dormir, seguido de um beijo no meu cabelo. 
No outro dia iria acordar de manhã, com você tocando alguma música bem baixinho - quase inescutavel- sentado no sofá da sala, e eu, deitada na cama, de cabeça para baixo, ficaria te observando pela fresta da porta. Você tocaria baixinho, querendo que eu não acordasse -você sabe que eu odeio acordar cedo-. E então, você iria ver que estava acordada, e pensaria em alguma desculpa: ficaria inventado e gaguejando entre “hum, é, ahñ, hmm” e eu iria te imitar. Você ia rir. Eu iria rir. Nos olhariamos. Riríamos novamente. Nos beijaríamos. 
Acordariamos e iriamos para a cozinha, tentando se encontrar na bagunça do quarto, no meio do labirinto de roupas e folhas, rascunhos de músicas e textos -sempre fui desorganizada-, não teria problema.
Na cozinha, você prepararia omelete, suco de laranja, e então, serviria tudo com um lírio do lado da bandeija. Como você é meigo. Que lindo. Eu te beijaria, você me beijaria, e então, voltaríamos com todo o trajeto da noite anterior.
Depois, iriamos almoçar -porque falamos tanto de comida?- e no nosso armario só haveria porcarias: ruffles e doritos, trankinas, e congelados. E eu não iria cozinhar de final de semana. 
Depois iriamos para a sala, assistir algum filme que esteja passando na sessão de domingo. Mentira, nós nunca assistimos os filmes. Corrigindo: Ficariamos deitados, abraçados, na frente da televisão ligada. Não necessariamente assistindo ao filme.
Você ia ver algo na televisão que iria lembrar sua infancia: “Para Leonard, que mania de velho!” eu diria brincando, e então iríamos rir, e você iria começar a falar sobre algum personagem de desenho animado: “Pulou da terceira idade, para a infancia?” Reclamaria, e então iriamos soltar outra risada. Porque voce me faz rir tanto? Não importa. Ria, ria sempre, sempre quero ouvir o som da sua risada. Esse som é lindo, você é lindo.
Depois do tédio, você iria tentar me convencer a jogar xadrez -Por que tantas manias de velho?- eu não iria jogar, diria: “Eu não sei jogar amor!”. Você desistiria de tentar me convencer.
Então deitaria no seu colo, e abriria o dicionário: “Amor, escolhe uma pagina”. Você escolheria (escolheu): Página 702. Primeira coluna. Nona palavra: Resolução. Rezou o Lução. Lução Rezou. E então, Rezou Lução. Solução. Retomou um soluço grande: Re-solução. 
E então passaríamos o resto da tarde inventando, dando origem á novas palavras. Uma mania doida, mas é a nossa mania doida.
-Olhe Leonard, já é de noite! - Diria admirando o céu, debruçada na janela aberta- venha ver amor.
Você iria me abraçar, pousaria o rosto no meu ombro, e então, observariamos o céu:
- Olhe aquelas duas estrelas, elas brilham tão forte! - Diria encantada.
- É, somos nós. - Sua voz macia me responderia.
Estaria tarde, iriamos dormir.
Deitaríamos. Fechariamos os olhos. Mentira. Os dois ficariam se fitando, e contornando o rosto um do outro, eu iria passear meus dedos gelados no desenho do seu pescoço, e você alisaria meus cabelos. Aproveitando a sintuação, eu iria te dizer algo bonito: recitar algum poema de Mario Quintana, ou então dizer alguma famosa frase de Caio Fernando Abreu. Você iria estragar o clima, se lembraria de algo muito bobo e iria contar. Ficaria calada, você iria perceber o fora dado. “Desculpa amor, eu sou muito besta” você diria para mim, e eu não responderia, eu te daria um beijo. “Leonard, Leonard… você não tem jeito viu?” Ririamos. 
-Leonard, Leonard, Leonard - cantaria, cochichando no seu ouvido.
-Eliza, Eliza, Eliza - você cantaria depois, cochichando, baixinho e quentinho no meu ouvido.
- Eu te amo muito - iria dizer bem baixinho, soltando um suspiro apaixonado junto.
- Eu te amo muito muito muito mais. - Você retrucaria.
- Eu te amo muito mais elevado ao infinito - E então, começaria a disputa: Quem ama mais?
(…)
Está muito tarde, já é madrugada, precisaríamos dormir. Não conseguiríamos. Fecharia os olhos dominada pelo sono, e então, de repente, você me surpreenderia cantando no meu ouvido, bem baixinho, com sua respiração quente perto de mim: “Last night, she said…” Eu continuaria, bem baixinho, cantaria no seu ouvido, completando as reticencias: “Oh, baby, I feel so down” dando continuação, você cantaria ” See it turns me off”. Você esperaria eu cantar o resto da música, e então, eu diria rindo “não sei o resto amor.” Você riria, eu riria, como é bom…
Iriamos dormir só quando o sol iluminasse o céu, só depois de dizermos o quanto nos amamos, depois passarmos uma madrugada fazendo declarações, propondo fugas para a Inglaterra, ou testando as mais engraçadas - e ridiculas- cantadas. Você me daria um beijo na testa, sorrindo de olhos fechados, sussurraria: “Eu te amo muito… Boa noite” e eu diria: “Eu te amo muito mesmo elevado ao infinito” - dariamos uma risada- “Bom resto de noite”. Dormiríamos. Fecharíamos os olhos, e sussurraríamos uma ultima vez juntos: “Que doce seja”.
E no outro dia acordaria te amando mais.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Bolo de laranja.

Hoje fiz bolo de laranja. Estava uma tarde fria, com o céu alaranjado anunciando um por-do-sol, e na cozinha sujando minhas mãos, lembrei de você. Queria você do meu lado, naquele momento, fechei os olhos por um minuto, tentei lembrar do seu cheiro, e da temperatura perfeita de sua pele. Logo apos, abri os olhos e derramei o liquido cremoso alaranjado na forma de bolo, havia ficado um aroma bom na cozinha. Pensei logo “será que ele gostaria de estar aqui, para sentir esse cheiro? Para sentir o meu cheiro? Ele gostaria de estar aqui, para observar a queda da calda de chocolate? Para observar meu sorriso abobado? Será que ele gostaria de estar aqui, do meu lado, apenas para podermos ter uma conversa, uma risada, para relembrar nostalgias? Eu não sei, mas com certeza, eu queria. Não apenas queria a presença dele, o toque, o cheiro, o sorriso, as conversas… Mas queria ele.
Cansada de conversas de pouco intelecto e papinhos extremamentes clichês, a unica coisa que poderia nos ligar, era a força dos nossos pensamentos, dos nossos sentimentos… Então, pela manhã, enquanto aguentava futilidades e conversas tão ridiculas, apenas fechava os olhos, e tentava te imaginar do meu lado. Caso quisesse mais, olharia nossa foto mais uma vez, e soltaria outro suspiro de saudades. 
Relembrando suspiros, relembro os seus suspiros, sua respiração… Um suspiro timido, apenas uma pequena solta de ar, um suspiro baixinho, quietinho, aliviado na curva quente do meu pescoço, e então, pude ouvir, um alivio que tinhas, por finalmente me ter em teus braços, em tua boca, em finalmente me ter. Tua respiração quente confortava minha pele, e trazia a mim, uma paz interior, um sentimento de egoismo, queria você só paramim, em meus braços, para sempre, queria te prender nos meus braços, queria ter para sempre, a curva do teu pescoço quente e confortavel, para poder me sentir tão segura, amada, e protegida, como eu me senti com você. E então, queria teus labios para sempre, grudados no meu, queria ter todo momento frio, tuas mãos grudadas nas minhas, e tua voz, tua boca, você, em meu ouvido, dizendo baixinho “Eu te amo, muito, muito, muito mesmo.” Queria ter para sempre você, ali, comigo, naqueles bancos escuros, com tua respiração me esquentando, com teus beijos me confortando, com teus abraços me esquentando. Queria todos os momentos, sentir teu suspiro, tua voz, você, do meu lado, grudado, abraçado, beijado, conforvel, rindo, amado, desejado. Para sempre, queria poder rir da confusão entre nossos beijos, não me importando com a perfeição do seu beijos, dos seus movimentos, mas sim, me importando com a perfeição do momento, do seu cheiro, do desenho do teu pescoço, que a todo momento eu insistia em contornar, com a perfeição dos ossos da sua mão, com a perfeição do contorno dos teus labios, com a perfeição da temperatura da tua pele, na qual eu não conseguia tirar a mão e parar com caricias tão desejadas. Como sempre digo, você é imperfeito, mas totalmente, completamente e irredutivelmente, perfeito para mim. 
Naquela cozinha, esperando o fogo quente dourar o bolo alaranjado, sentada em frente a janela, parei por um segundo, e pensei “Por que eu o amo tanto?” 
Sei que não te amo por você gostar de xadrez, não te amo por você ter um beijo atrapalhado, não te amo por você adorar legião e beatles, não te amo por você falar rapido e me fazer ficar confusa.
“Então”, pensei comigo “por que eu o amo tanto?” E em seguida, lembrei de um trecho famoso, mas verdadeiro, que me deu a resposta: “O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referênciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam,pela fragilidade que se revela quando menos se espera.”
E então, posso dizer: Eu te amo.
Quer um pedaço de bolo? 

Medo

Elizabeth estava deitava debaixo da janela, como de constume. Isso a tranquilizava, a acalmava. Talvez por deixar ela dentro do seu mundo, mas podendo dar vista ao resto do mundo. Ou apenas por ter uma obcessão por janelas abertas.
Estava frio. Muito frio. Ela estava enrolada no seu cobertor, seu casulo, sua proteção. Com os olhos já umidos, e sentindo sua face quente, as 16:00 horas, ouviu teu telefone tocar.
Uma.
Duas.
Três vezes.
- Alô? Alô? Eliza? -A voz macia e preocupada de Leonard repetia a mesma palavra.
-... - E então, Elizabeth soltou um suspiro doído.
- Eliza! Me responda!
- Eu te amo, - era quase uma respiração -  eu te amo, - disse em um cochicho. - eu te amo, - disse, quase chorando- eu te amo!
- Eu tambem te amo muito, muito mesmo - Leonard disse confuso, mas sincero.
- ... Venha.
- Aonde?
- Aqui, preciso de você.
- Que horas?
- Antes que eu morra.
- Estou indo.
- Voe!
- Não sei voar.
- Venha, que te faço ir as nuvens. Antes que eu caia no chão.
-Como?
E então, com o telefone nas mãos, Leonard só ouviu um sinal repetitivo: tum, tum, tum. Elizabeth desligou.
Já era de noite, sete horas da noite. Essa hora, a temperatura costumava cair, mas para Elizabeth, estava frio no seu coração, congelado, agonizante, desde cedo. Havia uma coisa quente: Seus olhos umidos.
Elizabeth estava debaixo da janela, tomando leite quente e escrevendo alguns rascunhos sobre lírios e coisas do genero, quando então, Leonard chegou.
-Estou aqui, diga Eliza, o que houve? - Leonard calmo como sempre, (o que constrata com o nervosismo habitual de Eliza) se sentou do seu lado, pousou sua mão sobre a dela, um pouco receoso.
-Você me ama? - Elizabeth estava com a cabeça baixa, ela não queria ser direta, já vinha a tanto tempo com excessos de ciumes, o incomodando tanto. Ela se sentia egoista, se sentia horrivel, receosa, insegura. Mas tinha que ser clara com ele, se não, morreria internamente, morreria de medo, morreria de ansiedade, morreria, apenas. Pode ser que ela não iria morrer, mas no mundo intenso e teatral de Elizabeth, seus sentimentos poderiam ser arrebatadores e intensos demais para uma simples garota, como ela.
- Mas é claro que eu te amo. - respondeu calmamente Leonard.
- Se me amas, vai entender: Do nada eu tenho vontade de desistir de tudo, de nós… Do nada eu tenho medo, tenho insegurança, tenho medo do novo. Eu tenho medo de mergulhar de cabeça em um buraco escuro, sem saber no que vai dar. Eu tenho medo de mexer com um relacionamento, uma vida, minha vida, sua vida, nossa vida, eu tenho medo de carregar de responsabilidades, tenho medo de depender de alguem, tenho medo de ferir, de ser ferida.E esse é o momento que eu preciso que você me chacoalhe e coloque os meus pensamentos em ordem certa. E que voce me tire esse terrivel senso de insegurança que me assombra. Me dê um choque de realidade, e me faça perder medo do novo. Sei que vou desistir, eu sempre desisto facil, sempre me arrependo, eu tenho medo, tenho insegurança: mas prometa que não irá deixar, como Caio Fernando, irá Re-mar, não desista de nós, me ensine a te querer sem medo junto ter.

Leonard ficou perplexo. Na realidade, não estava entendendo a sintuação, ele queria explicações, porém, nem mesmo a propria Eliza conseguia explicar, descrever esse sentimento, esse medo.
- Me explique melhor, meu amor... Não me queres mais? - Receoso, Leonard a encarou.
-O problema é que eu te amo muito, te quero muito, te protejo muito, tenho muito medo, tenho muita insegurança, tenho muito receio de te perder… O problema são os excessos em mim.
- Você esta feliz comigo? - Leonard perguntou.
- Como nunca estive na minha vida, mas tenho tanto medo... - Eliza não conseguia encara-lo.
- Do que?
- De te ferir, de me ferir, de que não dê certo, que a distancia nos afaste, de você desistir, de você acordar numa manhã clara e pensar "não amo mais Elizabeth, e sim a Marie". Tenho medo de entrar de cabeça nesse amor, de me apaixonar completamente, e depois não der certo. Tenho medo de não te ter.
Leonard riu, riu timidamente, riu da ingenuinidade de Elizabeth, e então, enroscou seu braço envolta dela, e apertou forte, logo em seguida, deu um beijo em seu pescoço, e posou sua cabeça lá, e disse com calma:
- Prometi que iria preencher o vazio do seu coração. Digo que te amo, absurda e completamente: te amo! E se eu estou com você, aqui, agora, sentado no chão frio, debaixo dessa janela, abraçado com a pessoa que eu amo a cada batida do coração, é porque eu quero você! É porque eu amo VOCÊ.
- Desculpa Leo... Eu te amo tanto! - E então Eliza sorriu, com aquele jeito meigo que fazia Leonard suspirar.
- Mesmo?
- Mesmo!
- Huuumm. -  E então, Leonard deu essa resmungadinha que Eliza amava, que se derretia, que a encantava.
- Huuum. - Eliza imitou-o, ela sempre o imita. Ele gosta disso.
Ele riu, ela riu, os dois estavam juntos: rindo e se amando. Isso era o que importava. Isso fazia Elizabeth perder o medo. Eliza o amava, Leo o amava... Para que ter medo então?

terça-feira, 10 de maio de 2011

Cartas para Leornad, I

Cada célula do meu corpo, a cada dia mais, te deseja.
Uma mistura insana de abstinência de algo que nunca provei, com uma saudade irracional.
É uma saudade que doi o coração, que causa uma dor física.
Quando penso em voce, um sorriso se esboça em minha face, e há brilho no meu olhar. Quando penso na distancia, sinto uma leve tristeza, e depois, uma dor que esmaga meu coração. Doi. É como se uma estaca de realidade tentasse nos separar.
Quando dizes que me ama, dá uma rápida perca de ar, e fico sufocada de ansiedade, meu coração disparar, e minha imaginação é dominada por ti.
Quando estou observando a brisa fria da manhã, meu unico desejo é que voce esteja comigo, do meu lado, me protegendo do frio num abraço, esquentando nossas peles, com uma respiração ofegante, me beijando dentre os cabelos, e sua voz me dizendo coisas tão confortadoras quanto teu abraço. Você poderia dizer qualquer coisa, reclamar do clima, ou me fazer rir. Mas a unica coisa que quero, é que esses pensamentos virem realidade.
Hoje, tens controle do meu coração, cuide dele. Encha-o de lírios, pois ele é teu.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Insônia.

Me pegue, me jogue dentro do seu coração e me deixe fazer dos seus batimentos cardíacos, borbulhações de amor, de desejo, de abstinência.
Me salve, desse frio que sinto sem o calor de suas palavras, o anseio que sinto sem poder tocar tua pele, sentir teu calor, sem sentir teu cheiro se impregnando em casa fração de do meu corpo, fazendo viciar-me.
Toque para mim até meus olhos se fecharem e desacordada eu ficar...Toque até eu conseguir dormir, até cada melodia me embarcar em um antigo mundo de sonho -que sem você não posso dizer que é sonho-.
Se eu tiver uma fria noite de insônia, e os livros ou chocolates quentes não resolverem, deite-se do meu lado, coloque tuas mãos dentre meus fios de cabelo negros, me beije delicadamente, e me faça dormir. Me conte historias do seu tempo de "garotada", ou me diga qualquer bobagem...Só me deixe ouvir tua voz, tua voz me acalmando, tuas mãos me acariciando, teus lábios me beijando. E mesmo com sono, te direi que minha insonia continua...Não acredite, é apenas uma desculpa, para eu poder te ter, te sentir, até o sol nascer, e os lírios enfeitarem a janela.
Porque hoje, minha unica necessidade, é te ter ao meu lado, tuas palavras, seu humor, tuas melodia, e os lírios,

sábado, 7 de maio de 2011

Um lírio na janela.

Era outono, estava frio.
E Elizabeth congelava: Por fora, sem tua manta de linho para lhe esquentar... Por dentro, o seu coração estava tão frio, que o sangue que era bombeado, trincavam as veias. Seus pulsos doiam, mas ela não sabia se era pelo frio, ou pela força em que ela escrevia para seu amado.
E então, Elizabeth ouviu uma voz sussurrar em seu ouvido, o hálito quente em contato a sua pele tão fria, lhe causava um arrepio que percorria sua espinha.
Leonard então, tocou seus cabelos, e fez um rápido trajeto pelo corpo de Elizabeth, e suavemente pegou a mão fria dela, e colocou contra seu peito. Seus olhos se fitavam:
-O que sente, Eliza? - E ficou a observando, forçando-a lhe dar uma resposta.
-Sinto uma batida, um ritmo dentro do teu peito, sinto seu coração. -Sorrindo, e sem entender a pergunta, Elizabeth apenas sorri, e continua o fitando.
-Na palma da sua mão, está agora o motivo da minha vida, está meu coração. Se meu coração parar, minha vida acabará. E minha vida está na palma sua mão agora.
Elizabeth se inclinou para beijar teus lábios quentes, que contrastava com seus lábios frios. De certa forma, nunca o quente e o frio, o fogo e o gelo, estiveram tão unidos.
Logo então, com as mãos no cabelo de Eliza, e o olhar penetrando-se no seu, Leonard pediu, como uma suplica:
- Por favor, não me faça morrer, nunca.
Sem entender a suplica, apenas encantada com seu tom de voz, com a dor em seu pedido, ela diz:
-Leonard, minha mão está em seu coração, mas não posso controlar o seu coração.
Leonard sorri, gosta do jeito ingênuo de sua amada. Gosta de sua sensatez.
-O meu coração apenas é responsável por minha morte física.
Elizabeth continuava com um olhar confuso, isso fez um pequeno sorriso se formar no canto dos seus lábios, ele estava conseguindo deixar sem falas, quem sempre causa esse efeito nele.
-Eliza, - Pegou a mão dela, e suavemente a beijou.- se um dia você partir, se um dia você acabar com essa felicidade que sinto com você, com esse amor que borbulha em cada palavra que eu lhe digo, com essa vontade louca de te pegar em meus braços e te proteger de todas as dores que você possa sentir, enfim, se um dia, você me deixar, acabar com a minha luz, e me deixar em uma escuridão, você me matará. Cada dia sem você, será um dia morto, um dia sem sentido, um dia mais próximo para minha morte física. Não serei ninguém  sem a minha metade. Serei impotente, não teria forças para aguentar um vazio agonizante dentro de mim.
- Como você é tolo Leo! - Agora Elizabeth tinha em seus lábios, um sorriso. Ela enfim havia entendido o que ele tentava dizer. - Eu estou com você, aqui, agora. É porque eu te quero, te quero comigo, quero que você me preencha, que você borbulhe de amor suas palavras, quero que você me acolha em teus braços, e me proteja de toda as dores que eu possa sentir. Se estou com você, é porque eu ficarei para sempre.
Ele sorriu, ela sorriu. Eles não precisavam dizer mais nada, não precisavam demonstrar mais nada, aquela inquietação dentro deles, aquela sensação de felicidade no coração dos dois, já dizia por si próprio,
Elizabeth, em relance, olhou a janela. E lá, um lírio estava brotando.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Outono de lírios

Cansei de fantasiar, vou tomar uma atiude: vou escrever.
Escrever utopias, dialogos, descrever cenas e beijos. Descrever todas as minhas fantasias, toda a intensidade, vou escrever sobre você, o que me encanta e o que me revolta.
Em minhas palavras, haverá sonhos, fantasias, palavras, frases, cenários diferentes, mas sempre haverá algo padrão: você.
Você é meu protagonista, a droga que me anestesia para viver essa dolorida vida, a minha escapatória em um mundo desinteressante, a luz que me ilumina diante uma escuridão traiçoeira.
Como meu protagonista, você terá a chave para meu mundo, para a coisa mais valiosa para mim: minha palavras...Elas são suas, elas são você, você é meu, eu sou sua.
Minha vida estava tão perdida, vagando entre noites de insônia e poema vazios, você, como a noite, encheu de estrelas o manto negro que cobria minha vida.
Tenho medo dos meus impulsos, tenho medo da intensidade dos meus sentimentos e palavras, tenho medo da sua rejeição, mas maior do que meu medo, é a vontade de te ter.
Traga teus lírios, pois o diante ao meu outono de flores e folhas secas, sei que haverá seus lirios para me salvar.
Venha Leonard,