domingo, 26 de junho de 2011

Propostas


Aí tem horas que dá vontade de te telefonar só para dizer: “vem cá baby, e fluí no interior da minha boca, na superfície da minha pele gelada e carente de calor humano, especialmente do seu calor. Vem baby, como já dizia Caio Fernando, e fluí”.
Podemos fugir, pegar um trem sem saber seu destino, e se faltar dinheiro podemos cantar cazuza (em ritmos diferentes) na rua, e ganhar uns trocados para comer coxinha na padaria mais próxima.
 Podemos ficar acordados a madrugada inteira e observar juntos o dourado do céu no sol nascente, e mescla rosada que as nuvens fazem no meio do dourado.
Se a maré subir, pegaremos nosso barquinho e voltaremos para o início, ou pularemos do barquinho e remaremos contra a corrente.
Se a luz acabar, você pode me iluminar com o seu olhar cheio de brilho e luz.
Sei lá, podíamos fugir e só voltar depois de uma semana, com a cara inchada e o pescoço marcado, rindo em vão e se olhando apaixonado.
Podíamos ir numa sala de espelhos, e eu ia te fazer enxergar o quão -extremamente- lindo você é.
Eu poderia morder seu queixo áspero até arrancar um pedaço, e você continuaria com os seus ataques vampirescos.
 Poderíamos um dia qualquer, marcar para nós pararmos de sonhar e realizar cada item da nossa lista imaginaria -e ainda não acabada- de “Coisas para fazermos juntos”. Ou poderiamos continuar sonhando e completando a lista, idealizar nossa rotina daqui á anos, ou sonhar cada vez mais alto, baixo, possivel, impossivel, improvavel, provavel…
Então numa noite fria de julho, eu te ligaria com propostas loucas de fugas noturnas, pedindo para nós nos encontrarmos e saírmos por ai, poderíamos caminhar por uns quarteirões fugir num trem sem destino, roubar um navio pirata, ir de nave para a lua e conhecer o sistema solar pessoalmente, pular de para-quedas, nadar num lago frio, ler todos os livros de uma livraria e sair sem comprar nada, assistir todos os filmes do cinema, jogar todos os seus jogos de tabuleiro e assistir todos aos meus musicais, inventar receitas: doces salgados, salgados doces. Plantar flores e fazer um jardim, com roseiras e lírios.
Poderíamos fazer o que quiséssemos, você só teria que aceitar minhas propostas malucas e de loucuras, cheias de consequências, mas que vem carregadas de sentimentos deliciosos: uma loucura prazerosa e libertadora.
Sei lá, as vezes dá vontade de te telefonar e fazer várias propostas loucas. 
Mas a proposta mais importante: quer realizar, um dia, todas elas?



Nenhum comentário:

Postar um comentário