segunda-feira, 18 de julho de 2011

Bonito


Bonito era o jeito que eles conversavam. Bonito era quando algo dava errado e eles diziam “Daqui cinco anos iremos estar rindo dessa situação”. Bonito era o jeito inocente que eles viam o futuro. Bonito era o jeito que ele á fazia rir sem parar. Bonito era o jeito que eles escreviam cartas um para o outro. Bonito era o jeito que ele fazia cócegas e ela gritava para ele parar, rindo. Bonito foi o primeiro beijo deles. Bonito era quando ela o enchia de textos. Bonito era quando ele a enchia de músicas. Bonito era quando eles cantavam juntos, no telefone, no meio da multidão, no cinema, em qualquer lugar. Bonito era a marca de sorvete que ela fez no rosto dele. Bonito era o abraço deles. Bonito era quando ela chorava de amor e ele chorava de felicidade. Bonito era quando ele beijava a testa dela. Bonito era quando os dois passavam as madrugadas contando segredos, confidentes. Bonito era quando ele sentia ciúmes. Bonito era quando ela escrevia textos inspirados somente nele. Bonito era a suavidade do seus beijos. Bonito era quando eles jogavam o “jogo do sério” e ele sempre a fazia perder, ele a fazia rir misteriosamente. Bonito era quando o cheiro de um grudava na roupa do outro. Bonito era quando o gosto da boca de uma se hospedava na boca do outro. Bonito era quando ela lhe ensinava palavras novas. Bonito era quando ele a fazia gostar de outras músicas. Bonito era a forma que ela colocava poesia em qualquer momento, e sempre tinha uma frase do Caio Fernando Abreu para descrever o momento. Bonito era quando ele a beijava de ímpeto. Bonito era a letra dele. Bonito era quando ele a provocava. Bonito era quando ele sempre caia nas provocações dela. Bonito era a bagunça que eles faziam comendo açaí. Bonito era a forma que ele indagava: “Como você me aguenta? Tão grudento, passo o dia em cima de você, não te solto por nada!” e ela pensava consigo: “Não solte por nada.”. Bonito era quando ele sonhava com ela -ás vezes-. Bonito era quando ela sonhava com ele -frequente-. Bonito era quando eles tinham momentos de nostalgia. Bonito era ela cantando músicas infantis e ele rindo encantado. Bonito era quando eles faziam boca de peixinho e se beijavam. Bonito eram as promessas de eternidade. Bonito era a preocupação enorme que um tinha sobre o outro. Bonito foram os encontros, do primeiro até o ultimo. Bonito era quando ela lia seus textos para ele. Bonito era quando ele cantava suas canções para ela. Bonito foi quando ela chorou ao ler a música que ele fizera para ela. Bonito foi quando ele chorou quando ela leu o texto que fizera para ele. Bonito era as lágrimas doces que um provocava no outro. Bonito eram os sorrisos que um esboçava no outro. Bonito era a amizade, confiança e fidelidade dentro do amor.
Fisicamente, ele era bonito, sua pele clara contrastava com seus cachos negros e sua boca vermelha. Ele a achava bonita. Eles eram bonitos, enfim.
Mas bonito mesmo, era o amor dos dois. Não havia beleza maior do que o olhar de admiração em que os dois se olhavam. A verdadeira beleza, não se vê com os olhos, mas se vê, se sente com o coração.

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